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Chegou ao final nossa preparação para a Copa América. 10 jogos e 10 vitórias desde a re-estréia de Dunga no comando da seleção. Adversários fortes e fracos nos enfrentaram e todos tiverem o mesmo tratamento, foram derrotados visando uma preparação para o torneio Sul-Americano. Campeonato este que nada mais é do que uma preparação para as eliminatórias da Copa do Mundo, objetivo nosso e de todas as outras seleções.

Nesse tempo que Dunga teve de trabalho estamos vendo em campo um time diferente. O foco parece estar mudado, agora jogamos por resultados. Nosso técnico parece ter como prioridade vencer os jogos, mesmo que seja por 1 a 0. Agradar a gregos e troianos não interessa mais, desde que o resultado seja a vitória brasileira.

De certa forma acho legal isso. O Brasil estava mesmo precisando passar um tempo sem perder pra ajudar a cicatrizar todas as feridas da última Copa, ainda que somente em amistosos. E essa nova forma de pensar vai ao encontro da filosofia do futebol moderno, onde fisicamente os jogadores se equiparam e não há mais tanto espaço para demonstração de habilidades individuais nem espetáculo.

Não estou dizendo que não devemos perseguir isso. Acho que o futebol brasileiro sempre foi um futebol técnico, habilidoso e mestre no improviso, mas as vezes precisamos adaptar nossos métodos para alcançar títulos, e foi para isso que Dunga foi contratado.

Nosso time está mais leve e com mais mobilidade, creio que essa seja uma das chaves para desmontar as fortes linhas defensivas do futebol moderno. Time que joga parado ou se movimentando de forma previsível vai sempre esbarrar em algum defensor. Dunga está ligado nas tendências e aboliu o cabeça de área que só destrói e centroavante nato paradão na grande área. Soluções modernas e que deram certo, ainda com algumas ressalvas óbvias, mas que parecem se encaixar dentro do esquema.

É impossível para a seleção vencer todos os jogos para sempre. É impossível para qualquer time. Mas por enquanto está dando certo, então que venha a Copa América.

Aquele abraço,

Fábio Marques

0 1911

Decidi esperar alguns dias até me pronunciar sobre o recente escândalo de corrupção na FIFA. Fiz isso até para saber mais sobre essa investigação e seus desdobramentos, que ainda estão longe de serem totalmente desvendados. Esse foi o primeiro escândalo (descoberto) na maior entidade do futebol mundial

No futebol, assim como em qualquer organização ou empresa que trabalha com muito dinheiro, estamos sempre passíveis de corrupção. Isso porque as pessoas são corruptas. Em qualquer lugar do mundo tem gente gananciosa e sem escrúpulo, isso não é exclusividade do Brasil.

O grande lance aí é a grana envolvendo as transmissões de tv das competições. É um negócio extremamente lucrativo e importante. A audiência de tv do futebol é enorme e custa caro para produzir, daí os contratos milionários e as propinas. Toda vez que o dinheiro troca de mãos, alguém recebe um a mais para “autorizar” que seja feito esse repasse de dinheiro. Vale lembrar que a maior parte da receita financeira da FIFA vem exatamente dos contratos de transmissão das competições.

Além disso existem mercados ligados a sede das copas. Obras, turismo, visibilidade internacional. Tudo que nós vimos de perto em 2014. Outra parte da briga começou aí, quando Rússia e Catar foram escolhidos como sede em detrimento dos Estados Unidos. Todos os 3 países com interesses comerciais e principalmente buscando crescimento do futebol em seu país. Não se iluda, esse “crescimento do futebol” é  interesse financeiro também, nada tem a ver com paixão pelo jogo. Os votos de cada federação tem o mesmo valor, então seja Brasil pentacampeão, ou seja Ilhas Fiji, que nunca disputou a Copa, o voto é igual. Daí as possibilidade de compras de votos para escolhas de sede. Parece realmente estranho se escolher o Catar, com nenhuma tradição no futebol e com altíssimas temperaturas durante os meses de realização da Copa, ao invés de escolher os Estados Unidos, que vem crescendo na prática e nos fãs da bola.

Depois de alguma pressão por parte da UEFA e de líderes do futebol europeu principalmente, Blatter renunciou. As ameaças de boicote a Copa e outras fizeram o atual mandatário desistir de um novo mandato. O que vai mudar? Nada. Como eu disse no começo, corruptos estão por todas as partes. Vamos trocar esses por outros e torcer para o futebol de verdade não ser prejudicado. Na verdade a renúncia dele só faz aumentar as suspeitas de que a galera lá estava realmente escondendo alguma coisa.

Que venha um novo um presidente, que tenha sucesso e que Deus o abençoe. Estamos precisando resgatar um pouco da magia original do futebol, aquela que não se encontra em contratos.

Aquele abraço
Fábio Marques

0 1982

A nossa presidente Dilma tem dito em seus discursos que o Brasil passa por uma crise que está afetando o mundo inteiro. A verdade é que a tal crise chegou no futebol, se é que já não estava aqui.
Nos últimos anos passamos por momentos bons financeiramente. Nossos times estavam segurando suas revelações, contratando craques como Ronaldinho, Seedorf, Robinho e Kaká com salários altos. Eu sempre imaginei que um dia a conta ia chegar, e ela chegou.
Desde o início do ano o que temos visto são verdadeiros desmanches de elencos, contratações modestas e salários atrasados. Fluminense, Cruzeiro e Santos são os principais exemplos de times que perderam grandes jogadores para sanar dívidas, mas não são os únicos. Essa semana estamos vendo o São Paulo falar em liberar Luis Fabiano e Pato para aliviar as contas, e o poderoso Corinthians sem conseguir manter Guerrero e ainda falando em desligar ou diminuir os ganhos de outros como Fabio Santos, Emerson e etc, devido aos altos salários e incapacidade de pagá-los.
Logicamente temos alguns times estão na contramão dessa situação. O Palmeiras contratou muitos atletas, alguns com altos salários e vem se mantendo sem falar em dispensas apesar de não ter alcançado grandes resultados. O Flamengo tem conseguido diminuir suas dívidas com uma política interessante da diretoria, mas dentro de campo se vê um time limitado e uma torcida impaciente.
O grande problema nessa situação é a forma como os negócios são conduzidos. A diretoria quer gastar menos, mas a torcida quer resultados. Para tais resultados, a diretoria faz dívidas que não pode pagar e deixa para próxima gestão, que faz a mesma coisa e assim sucessivamente. As contas nunca fecham, e nunca vão fechar porque sempre estão pedindo empréstimos e esperando conseguir vender jovens revelações para respirar por alguns meses.
Essa loucura financeira claramente iria encontrar um fundo, e achou quando o mundopassa por um momento complicado, nada mais simples. Os times lá de fora já não pagam tanto assim, e também não vendemos em quantidade suficiente para evitar dívidas.

Precisamos urgentemente de um plano verdadeiro de fair play financeiro no Brasil, com uma fiscalização dura, porque depender do bom senso dos cartolas está difícil.
Mais uma janela de transferências se aproxima, acredito que será tímida, mas sempre temos os loucos por resultados que vão contratar quem eles não podem pagar. Que passe rápido, a janela e a crise.
Aquele abraço
Fábio Marques

0 1891

Amanhã começa o maior campeonato nacional do mundo! Não, não é o espanhol. É o Brasileirão mesmo! Alguns irão dizer que sou louco, mas eu explico.

É lógico que tecnicamente o Campeonato Brasileiro não é o melhor do mundo, mas digo que certamente é o mais disputado! Em que campeonato nacional pelo mundo você tem 12 favoritos antes mesmo de começar a disputa? Esse ano serão 11 já que o Botafogo está na segundona, mas mesmo assim, são muitos times grandes e tradicionais na disputa, creio que isso faz o nosso campeonato bem interessante de se ver. Além disso, 4 vagas na série B, deixam mais times desesperados contra o rebaixamento, fazendo emocionante também a disputa para os times menores.

Uma breve análise do nosso tradicional torneio com direito a palpites. Sempre tendo em mente que o primeiro e o segundo turno são bem diferentes, então só dá pra ter uma idéia do que vimos até aqui. No meio do ano provavelmente os times vão comprar e vender jogadores, e se apresentarão diferentes no fim da janela de transferências.

Os times que estão na Libertadores estão um passo a frente dos demais. Corinthians, Inter, Cruzeiro, Atético MG e São Paulo tem os melhores times do Brasil. Juntam-se a eles Palmeiras e Santos finalistas do Paulistão. Creio que o campeão deve sair de um desses times.

No segundo pelotão vem o Vasco, campeão carioca, junto a Flamengo, Grêmio e Fluminense. São bons times, mas não creio que vão brigar pelo título num primeiro momento. Talvez com reforços no meio do ano possam surpreender e brigar por uma vaga na Libertadores, mas a tendência é que fiquem entre o 5º e o 10ª lugar.

O terceiro escalão vai ter Goiás, campeão goiano, Joinville, Ponte Preta e Sport. Esses times dificilmente serão rebaixados, mas precisam ficar de olho. São times que vão se aproveitar bem do mando de campo, atrapalhar times maiores, mas não terão força suficiente pra brigar na parte de cima da tabela.

No ultimo grupo a galera que ficará ameaçada pela degola. Coritiba, Atlético Paranaense, Avaí, Figueirense e Chapecoense. Pelo menos 2 desses times vão ser rebaixados. Times que não tem grandes jogadores, mas que com bom trabalho dos técnicos e alguns reforços no meio do ano podem até conseguir salvação.

Vamos ver quantos eu acerto dessa lista? Nesse meio tempo vamos curtir as emoções do Brasileirão e claro, acompanhar o Atletas no Ar.

Aquele abraço,

Fábio Marques

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No filme que ganhou o Oscar de melhor filme em 2013, o protagonista é um homem negro livre, mas que sofre uma emboscada e se vê privado de sua liberdade para ser um escravo. Durante todo o filme ele busca sair dessa situação, contada de forma brilhante nos cinemas do mundo inteiro.

Tal situação viveu também o Vasco. Uma vez chamado de Gigante da Colina, tetracampeão brasileiro, campeão da Libertadores e da Copa do Brasil, não vencia um simples estadual do Rio a 12 anos, mesmo tempo que foi escravo o heroi interpretado por Chiwetel Ejiofor nas telonas.

O torcedor cruzmaltino vivia aprisionado. Ano após ano sendo motivo de chacota para seus conterrâneos e rivais, o torcedor estava privado da sua liberdade. Liberdade de dizer com orgulho “sou Vascão”, liberdade de dizer “campeão do Rio”. Tudo isso estava prestes a mudar como num roteiro cinematográfico.

O maior publico do futebol brasileiro no ano de 2015 se juntou no Maracanã para uma final improvável. O Botafogo, time da série B nacional, jogando contra o Vasco, recém promovido da divisão inferior sem ser campeão. Ambos os times passaram por reformulações gigantescas em seu plantel, contratando jogadores desconhecidos, veteranos e apostando em alguns da base.

O Botafogo havia vencido a Taça Guanabara, primeiro turno carioca, com a melhor campanha, mesmo desacreditado por sua própria torcida. Tirou o Fluminense nos pênaltis e avançou na raça. Um time que mesmo sem muita criatividade, encontrou sua forma de jogar, marcando forte e saindo em contra ataques de um renascido Jobson e contando com gols de Bill.

O Vasco chegou a dar um susto em seus torcedores na primeira fase do estadual. Tinha uma das melhores defesas do campeonato mas um ataque que não se encontrava. Muitas trocas de jogadores, contusões e mesmo assim Doriva conseguia manter um padrão tático e que explorava bolas paradas com qualidade. Rodrigo e Luan fizeram um campeonato excelente e ajudaram a eliminar o Flamengo e chegar a final.

Diante desse cenário poderia se esperar uma final de baixo nível técnico, poucos torcedores, muita marcação e pouco futebol. Mas felizmente isso não aconteceu! Dois jogos emocionantes, chances para os dois lados em ambos os jogos, e os times fizeram jus as tradições do futebol carioca.

O Vasco foi superior, não há como negar. Doriva caminha para ser um dos grandes nomes da nova geração de técnicos do Brasil, principalmente pelo fator conhecimento. Não digo conhecimento tático, Doriva até tem bastante, mas digo do conhecimento do seu próprio grupo, altos e baixos, pontos fortes e fracos. Doriva enxergou seu time exatamente pelo que ele é, usou isso a seu favor e quebrou um jejum de 12 anos sem títulos estaduais para o Vasco.

Por falar nisso, como acabar com os estaduais depois de jogos como esses de domingo? Doriva ergue a taça com orgulho de um campeonato que nasceu pra brilhar, mesmo quando não é o melhor tecnicamente.

Parabéns ao Vasco, finalmente livre e campeão carioca de 2015.

Aquele abraço

Fábio Marques

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No dia 26 de abril é comemorado o dia do goleiro. Uma data para celebrar esse herói/vilão, tão injustiçado por suas falhas dentro de campo e tão celebrado por suas defesas milagrosas.

É engraçado o goleiro ter um dia, porque no fundo acho que goleiro é igual a mãe, ele erra sim, mas acerta muito mais. E mesmo quando erra foi com a melhor das intenções! A frase “todo grande time começa com um grande goleiro” certamente não foi inventada a toa, porque a segurança que um bom goleiro traz para o time é fundamental na hora de buscar títulos. Ter um bom goleiro dá confiança a todos no time, e principalmente ao treinador, que pode dar mais liberdade aos zagueiros para proteger a área por exemplo, quando sabe que o goleiro se garante nos chutes de longe.

De todos os jogadores que disputam uma partida de futebol, só o goleiro precisa estar 100% concentrado em todo tempo. Não há ninguém que possa dar cobertura a esse cavaleiro solitário de luvas. Cada erro é fatal e por isso é ainda mais necessário que ele esteja ligado em tudo que acontece no jogo.

Os treinos são mais puxados, as lesões acontecem em mais lugares, o uniforme está sempre sujo. O sol atrapalha, o vento atrapalha, a chuva atrapalha. Só um goleiro pode ser titular por time, então há bem menos vagas para eles nos elencos.

Mas o que dizer dos milagres? Atacante cara a cara com o goleiro, o chute colocado e ele tira. E os pênaltis? Onde o cara de luvas vira o protagonista máximo! Acho que a ingrata vida do goleiro passa a fazer sentido nesses pequenos momentos em que o jogo é decidido em suas mãos, em que todas as atenções se voltam para ele e o grito na garganta das torcidas e narradores fica engasgado por um instante.

Confesso que acho que estamos um pouco carentes de grandes goleiros em nossos dias. Confesso também que não sou dos mais justos na hora de julgar possíveis falhas. Mas hoje quero expressar minha apreciação àqueles que salvam calados e que influenciam placares mesmo sem alterar a contagem de gols.

A vocês que defendem e sofrem todo tipo de injustiça, o parabéns de todos nós do Atletas no Ar!

Aquele abraço

Fábio Marques

http://https://www.youtube.com/watch?v=kVjW_Fkt65A

0 1731

O vasco está desde 2003 sem vencer o estadual do Rio. Nesse mesmo período foi rebaixado duas vezes no campeonato brasileiro. O prestígio dos vascainos estava lá em baixo e mesmo sendo campeão da Copa do Brasil em 2011, o Gigante da Colina não estava tão gigante assim.

Daí os sócios do cruzmaltino decidem eleger Eurico Miranda como presidente, uma escolha no mínimo duvidosa. O time do ano passado praticamente se desfez e um outro foi montado. Sinceramente eu não via como o Vasco poderia voltar a ser o que era em 2015.

Mas aí Doriva começa a tirar coelhos da cartola, e faz um bando de jogadores virar um time. Verdade seja dita que a primeira fase não foi exatamente um passeio, mas Doriva tem conseguido vencer jogos e manter um esquema tático interessante.  Não é um grande um time, mas é um time. Venceu o Flamengo, foi a final, e venceu o primeiro jogo!

Com todos os seus defeitos, Eurico tem uma virtude, ele é vascaíno de verdade! Vive e respira Vasco da Gama vinte e quatro horas por dia em todos os dias. O Cruzmaltino venceu o clássico que não vencia a tempos contra o Flamengo e o presidente exclamou: “o respeito voltou!”

Tenho que dar o braço a torcer, Eurico está certo. O Vasco está no caminho para voltar a ser respeitado no Rio e no Brasil, e que bom que isso está acontecendo! O Vasco precisa ser respeitado pelo que faz dentro de campo e não por ter um presidente influente. Segundo algumas pesquisas, o Gigante tem a quarta maior torcida do Brasil, então pela lógica, deveria ser temido por seus adversários nacionais.

O que muitos torcedores rivais não entendem é que a grandeza do seu próprio time é medida pela grandeza dos seus rivais! O Flamengo é grande porque o Vasco é grande! O Fluminense fica ainda maior quando vence um clássico contra um grande time do Botafogo!

Mesmo se o Vasco não vencer o estadual, méritos a Eurico, Doriva e todos no Vasco pelo grande trabalho. Vencendo ou perdendo, o respeito está voltando!

Aquele abraço

Fábio Marques

0 1671

Vocês que me acompanham no blog e assistem ao programa já sabem o quanto eu amo futebol. Amo todos os seus aspectos e tudo que está direta ou diretamente envolvido. Logicamente uma das coisas que eu gosto é conversar sobre futebol. Digo conversar, porque não discuto futebol, discutir é pra gente sem raciocínio, que sai dizendo aquilo que acredita sem se importar com aquilo que os outros tem a dizer. Mas isso é um assunto pra outro post.

Dentre os assuntos que eu gosto de conversar sobre futebol, não está incluido arbitragem, por motivos simples. Primeiro porque não entendo o suficiente pra fazer conclusões acertadas. Segundo porque compreendo que o árbitro é um ser humano e os avanços da tecnologia da transmissão estão muito grandes e aí fica fácil ver os erros dos outros.

Porém, hoje, em face dos acontecimentos da semana passada nos clássicos estaduais, vou me pronunciar brevemente, antes dos primeiros jogos das finais, estando certo que os erros irão se repetir ao longo deste ano e dos próximos até Jesus volte.

A primeira alegação que torcedores inflamados fazem é “juiz ladrão”. Até acredito que possa acontecer, mas me diga, quem em sã consciência colocaria sua carreira em risco por alguns trocados para favorecer time A ou B? Além disso, qual time do futebol brasileiro e até mundial, tem dinheiro em caixa pra ficar “comprando juízes” por aí?

A segunda alegação, é especifica do Rio de Janeiro. “Eurico manda na FERJ” ou “A culpa desses erros é da FERJ”. Posso afirmar sem medo de errar que a federação do Rio é uma das piores que já pude conhecer em minha breve existência. Contudo, acho que é leviano da parte de qualquer um dizer que existe favorecimento para qualquer time que seja. Mesmo sabendo que Eurico Miranda não é flor que se cheire, não acredito que ele tenha poder pra influenciar todos os árbitros dessa forma.

A terceira alegação é na minha opinião aquela que nos leva ao centro da questão.”Nossos árbitros são mal preparados”. Agora sim, com essa eu concordo totalmente. Num futebol onde os salários chegam a 100, 250 e 500 mil reais, um arbitro que ganha 3 mil está um pouco abaixo. O que acontece em alguns casos é que o juiz não é profissional e tem outro emprego pra pagar as contas, aí logicamente não pode se concentrar somente no futebol. Outro problema é que diferente dos clubes, os árbitros não tem um centro de treinamento e nem uma equipe dedicada a seu preparo físico, psicológico e muito menos técnico. Soma-se a isso as 18 câmeras em cada jogo, tira-teima, câmera 360, replays e especialistas em cabines com ar condicionado.

Desse ponto de vista acho injusto crucificar a arbitragem quando erram. Só pra deixar em mente também que o juiz que hoje erra a favor do seu time e você comemora, amanhã vai errar contra seu time e não adianta chorar.

Aquele abraço,

Fábio Marques

0 1664

Kléber “Gladiador”. Era assim que era conhecido o Kléber, atacante com passagens por São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, Vasco e Grêmio.

Se destacou de verdade na sua primeira passagem pelo Verdão, quando recebeu o apelido devido a sua garra e entrega dentro de campo. Nunca foi um atacante brilhante, está longe de ser um craque, mas é bom jogador. Diria que é útil dentro de um plantel.

Muitas lesões nos últimos anos se somaram aos muitos cartões e Kléber passou a ser um problema e uma dor de cabeça pra quem o contratava. Muito disso se deve ao chamado custo-benefício.

Funciona da seguinte forma. Eu te pago um valor x e você joga um futebol y. Se em uma determinada temporada o seu valor y está muito alto, eu contrapartida eu tenho que aumentar o valor x, certo? Quando o contrário acontece, nenhum jogador quer aceitar receber menos. Ou seja, se em uma temporada, uma mesmo, o cara jogou muito bem, ele se acha no direito de cobrar salários exorbitantes para o resto de sua carreira, mesmo que nunca mais atinga o patamar daquela temporada em que arrebentou.

Kléber chegou ao Grêmio em 2011. Acumulou passagens interessantes no Palmeiras e no Cruzeiro. A pedida salarial foi lá em cima, dizem por aí que está na casa dos 600 mil mensais.  Não rendeu o esperado com a camisa tricolor e tem contrato até 2016. Chegou a ser emprestado para o Vasco ano passado, mas recebendo seu salário integral, inclusive com os gaúchos pagando uma parte.

O que acontece agora é que nenhum clube acha que vale a pena pagar 600 mil para tê-lo. Por 100 mil seria uma baita contratação. Por 600 é um absurdo, mas o Grêmio firmou contrato e só pode quebrar esse contrato se pagar a multa integral.  Tentou negociar com o ex gladiador pra pagar uma parte dessa grana e rescindir, para que Kléber pudesse dar sequência em sua carreira em outro clube.

Kléber não quis. Ele prefere ficar treinando em separado e recebendo o seu salário exorbitante do que seguir jogando em outro lugar, mesmo que recebendo menos. A que ponto chegamos? Um atleta que prefere receber só pra treinar encostado do que reduzir o salário. Será falta de confiança no próprio taco? Será comodismo com a carreira?

Parabéns ao Kléber, vai ficar milionário, mesmo que não mereça e não vá crescer nada em sua profissão.

Aquele abraço

Fábio Marques

0 1479

Todo começo de ano, nos vemos sendo confrontados com a seguinte pergunta: quem montou o melhor time do país? E por vezes acabamos quebrando a cara em apostas que não se concretizam, muito pelo fato de um esquema no papel não se concretizar dentro de campo.

Acredito que Oswaldo de Oliveira em tem em mãos um elenco muito interessante. Com potencial pra ser o melhor time do país, mas por ter tantas peças ele pode acabar se complicando. Como fazer tantos jogadores bons se encaixarem? Como fazer com que todos se comprometam com marcação? Como utilizar bem as peças do banco e não deixar ninguém desmotivado?

Oswaldo precisa dessas respostas pra ontem. 19 contratações é um número altíssimo, mesmo pra quem quase foi rebaixado. Todos esses jogadores que chegaram tem aspirações pras suas carreiras e almejam a titularidade. Lidar com esse lado é um trabalho muito árduo que Oswaldo tem pela frente, mas não é o pior.

É assim que eu imagino o Palmeiras ideal, já com todos os reforços em forma e jogando.

palmeiras

Desafio número 1: Fazer Valdívia jogar. Não que ele precise ser ensinado como jogar bola. Isso ele sabe fazer e muito bem por sinal. O problema que Oswaldo encara pra botar esse esquema em campo são as contusões do chileno. Ele tem atuado em menos de 50% dos jogos do time, então Robinho e Allione são as opções para essa vaga.

Desafio número 2: Rafael Marques. Em seu primeiro ano de Botafogo, Rafael não fazia gols. Lógico que eram times e épocas diferentes, mas Oswaldo vai precisa mesmo ter atenção com ele, porque mesmo não sendo exatamente um homem de área, os gols vão depender muito dele. Leandro Pereira está na busca pela vaga.

Desafio número 3: Comprometimento com a marcação. Zé Roberto, Valdívia, Cleiton, Dudu e Rafael são jogadores que atacam bem. Deixar toda a marcação de meio de campo para Gabriel, Arouca e Edílson é muito complicado. Oswaldo precisa saber a forma de atacar e utilizar todos esses bons jogadores sem esvaziar a defesa. A solução seria tirar um desses jogadores e usar mais um volante.

Desafio número 4: Zagueiros. Tobio está em uma boa fase, mas Victor Hugo falhou no clássico e sua falta de experiência pode prejudicar o time. Aí que entra o problema maior, já que o próximo na lista em tese é Victor Ramos. Convenhamos que é melhor esperar uma subida de produção do atual titular.

 

Entre esses e outros muitos desafios, estou confiante no Palmeiras. Mais do que isso, estou de leve torcendo pelo Verdão depois do ano sofrível de 2014. Só o tempo vai dizer se os 19 homens de Alexandre Mattos tem um grande segredo a revelar no campo.

Aquele abraço,

Fábio Marques

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