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futebol brasileiro

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Chegou ao final nossa preparação para a Copa América. 10 jogos e 10 vitórias desde a re-estréia de Dunga no comando da seleção. Adversários fortes e fracos nos enfrentaram e todos tiverem o mesmo tratamento, foram derrotados visando uma preparação para o torneio Sul-Americano. Campeonato este que nada mais é do que uma preparação para as eliminatórias da Copa do Mundo, objetivo nosso e de todas as outras seleções.

Nesse tempo que Dunga teve de trabalho estamos vendo em campo um time diferente. O foco parece estar mudado, agora jogamos por resultados. Nosso técnico parece ter como prioridade vencer os jogos, mesmo que seja por 1 a 0. Agradar a gregos e troianos não interessa mais, desde que o resultado seja a vitória brasileira.

De certa forma acho legal isso. O Brasil estava mesmo precisando passar um tempo sem perder pra ajudar a cicatrizar todas as feridas da última Copa, ainda que somente em amistosos. E essa nova forma de pensar vai ao encontro da filosofia do futebol moderno, onde fisicamente os jogadores se equiparam e não há mais tanto espaço para demonstração de habilidades individuais nem espetáculo.

Não estou dizendo que não devemos perseguir isso. Acho que o futebol brasileiro sempre foi um futebol técnico, habilidoso e mestre no improviso, mas as vezes precisamos adaptar nossos métodos para alcançar títulos, e foi para isso que Dunga foi contratado.

Nosso time está mais leve e com mais mobilidade, creio que essa seja uma das chaves para desmontar as fortes linhas defensivas do futebol moderno. Time que joga parado ou se movimentando de forma previsível vai sempre esbarrar em algum defensor. Dunga está ligado nas tendências e aboliu o cabeça de área que só destrói e centroavante nato paradão na grande área. Soluções modernas e que deram certo, ainda com algumas ressalvas óbvias, mas que parecem se encaixar dentro do esquema.

É impossível para a seleção vencer todos os jogos para sempre. É impossível para qualquer time. Mas por enquanto está dando certo, então que venha a Copa América.

Aquele abraço,

Fábio Marques

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Amanhã começa o maior campeonato nacional do mundo! Não, não é o espanhol. É o Brasileirão mesmo! Alguns irão dizer que sou louco, mas eu explico.

É lógico que tecnicamente o Campeonato Brasileiro não é o melhor do mundo, mas digo que certamente é o mais disputado! Em que campeonato nacional pelo mundo você tem 12 favoritos antes mesmo de começar a disputa? Esse ano serão 11 já que o Botafogo está na segundona, mas mesmo assim, são muitos times grandes e tradicionais na disputa, creio que isso faz o nosso campeonato bem interessante de se ver. Além disso, 4 vagas na série B, deixam mais times desesperados contra o rebaixamento, fazendo emocionante também a disputa para os times menores.

Uma breve análise do nosso tradicional torneio com direito a palpites. Sempre tendo em mente que o primeiro e o segundo turno são bem diferentes, então só dá pra ter uma idéia do que vimos até aqui. No meio do ano provavelmente os times vão comprar e vender jogadores, e se apresentarão diferentes no fim da janela de transferências.

Os times que estão na Libertadores estão um passo a frente dos demais. Corinthians, Inter, Cruzeiro, Atético MG e São Paulo tem os melhores times do Brasil. Juntam-se a eles Palmeiras e Santos finalistas do Paulistão. Creio que o campeão deve sair de um desses times.

No segundo pelotão vem o Vasco, campeão carioca, junto a Flamengo, Grêmio e Fluminense. São bons times, mas não creio que vão brigar pelo título num primeiro momento. Talvez com reforços no meio do ano possam surpreender e brigar por uma vaga na Libertadores, mas a tendência é que fiquem entre o 5º e o 10ª lugar.

O terceiro escalão vai ter Goiás, campeão goiano, Joinville, Ponte Preta e Sport. Esses times dificilmente serão rebaixados, mas precisam ficar de olho. São times que vão se aproveitar bem do mando de campo, atrapalhar times maiores, mas não terão força suficiente pra brigar na parte de cima da tabela.

No ultimo grupo a galera que ficará ameaçada pela degola. Coritiba, Atlético Paranaense, Avaí, Figueirense e Chapecoense. Pelo menos 2 desses times vão ser rebaixados. Times que não tem grandes jogadores, mas que com bom trabalho dos técnicos e alguns reforços no meio do ano podem até conseguir salvação.

Vamos ver quantos eu acerto dessa lista? Nesse meio tempo vamos curtir as emoções do Brasileirão e claro, acompanhar o Atletas no Ar.

Aquele abraço,

Fábio Marques

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No filme que ganhou o Oscar de melhor filme em 2013, o protagonista é um homem negro livre, mas que sofre uma emboscada e se vê privado de sua liberdade para ser um escravo. Durante todo o filme ele busca sair dessa situação, contada de forma brilhante nos cinemas do mundo inteiro.

Tal situação viveu também o Vasco. Uma vez chamado de Gigante da Colina, tetracampeão brasileiro, campeão da Libertadores e da Copa do Brasil, não vencia um simples estadual do Rio a 12 anos, mesmo tempo que foi escravo o heroi interpretado por Chiwetel Ejiofor nas telonas.

O torcedor cruzmaltino vivia aprisionado. Ano após ano sendo motivo de chacota para seus conterrâneos e rivais, o torcedor estava privado da sua liberdade. Liberdade de dizer com orgulho “sou Vascão”, liberdade de dizer “campeão do Rio”. Tudo isso estava prestes a mudar como num roteiro cinematográfico.

O maior publico do futebol brasileiro no ano de 2015 se juntou no Maracanã para uma final improvável. O Botafogo, time da série B nacional, jogando contra o Vasco, recém promovido da divisão inferior sem ser campeão. Ambos os times passaram por reformulações gigantescas em seu plantel, contratando jogadores desconhecidos, veteranos e apostando em alguns da base.

O Botafogo havia vencido a Taça Guanabara, primeiro turno carioca, com a melhor campanha, mesmo desacreditado por sua própria torcida. Tirou o Fluminense nos pênaltis e avançou na raça. Um time que mesmo sem muita criatividade, encontrou sua forma de jogar, marcando forte e saindo em contra ataques de um renascido Jobson e contando com gols de Bill.

O Vasco chegou a dar um susto em seus torcedores na primeira fase do estadual. Tinha uma das melhores defesas do campeonato mas um ataque que não se encontrava. Muitas trocas de jogadores, contusões e mesmo assim Doriva conseguia manter um padrão tático e que explorava bolas paradas com qualidade. Rodrigo e Luan fizeram um campeonato excelente e ajudaram a eliminar o Flamengo e chegar a final.

Diante desse cenário poderia se esperar uma final de baixo nível técnico, poucos torcedores, muita marcação e pouco futebol. Mas felizmente isso não aconteceu! Dois jogos emocionantes, chances para os dois lados em ambos os jogos, e os times fizeram jus as tradições do futebol carioca.

O Vasco foi superior, não há como negar. Doriva caminha para ser um dos grandes nomes da nova geração de técnicos do Brasil, principalmente pelo fator conhecimento. Não digo conhecimento tático, Doriva até tem bastante, mas digo do conhecimento do seu próprio grupo, altos e baixos, pontos fortes e fracos. Doriva enxergou seu time exatamente pelo que ele é, usou isso a seu favor e quebrou um jejum de 12 anos sem títulos estaduais para o Vasco.

Por falar nisso, como acabar com os estaduais depois de jogos como esses de domingo? Doriva ergue a taça com orgulho de um campeonato que nasceu pra brilhar, mesmo quando não é o melhor tecnicamente.

Parabéns ao Vasco, finalmente livre e campeão carioca de 2015.

Aquele abraço

Fábio Marques

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Essa é uma boa pergunta, e eu sei a resposta. O Vasco não precisa de nada.

A grande verdade é que o nível da serie B está muito baixo. Tenho assistido alguns jogos, inclusive do líder de momento, Joinville com 36 pontos, e tenho ficado muito surpreso de ver jogos tão fracos tecnicamente. Isso foi o que me levou a fazer essa reflexão sobre a situação do Vasco nesse momento em que o primeiro turno acabou e o cruzmaltino demitiu seu técnico.

Na 19ª rodada, o Gigante da Colina levou uma baita goleada do Avaí, mas isso absolutamente não reflete a realidade do Vasco. Criou-se um mito de que o time de São Januário não conseguiria o acesso a série A, e isso está longe demais da verdade.

É verdade que o Vasco não tem jogado um futebol de encher os olhos. Realmente não é animador ver o time jogar. Mas também está longe de ser verdade essa desgraça que foi contra o Avaí. O que aconteceu naquele jogo não é normal e o torcedor vascaíno precisa entender isso antes de cobrar. Lógico que também considero inadmissível uma derrota desse calibre pra um time que quer buscar o acesso e o título, mas ainda assim a tragédia foi bem menor do que realmente deveria ser. Até acho em parte que as torcidas adversárias e uma parte da imprensa querendo criar uma crise deram uma contribuição pro caso, mas o Vasco segue seu caminho muito bem, obrigado.

Adilson foi demitido com um aproveitamento de 59%, foram 24 vitorias em 52 jogos. Não considero esses números ruins, mas também não acho bom para as pretensões do Vasco e principalmente para o nível da série B.

Joel chega ao Vasco e ao contrario do que dizem por aí, tem uma missão muito simples: manter o Vasco vencendo. Não considero ele um grande treinador. Mas ele fala a língua dos jogadores e sabe vencer em um curto espaço de tempo. Já fez isso inúmeras vezes e é um nome sempre cogitado em times que precisam apagar incêndios. O elenco vascaíno está acima do nível dos adversários e única coisa que pode atrapalhar é o cenário político, que se aos poucos se torna notícia maior que os jogos.

Em resumo, Joel só precisa fazer o que ele já faz há tempos: vencer jogos em pouco tempo, se relacionar bem com os jogadores e dar a torcida a alegria que ela já sabe que está chegando. O Vasco só não sobe se não quiser.

Aquele abraço

Fábio Marques

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Essa pergunta vem me assombrando há algum tempo. E eu fico buscando as razões que impedem o Inter de ganhar o Brasileirão. O título desse post nada tem a ver com falta de títulos expressivos. Isso o Inter tem de sobra. O que eu quero tentar entender e expor com vocês é o porque desse time que já ganhou tudo e tem elencos sempre muito fortes, não conseguir ser campeão nacional!

Vamos lá, vou usar como base os ultimos 10 anos ok? Vamos ver o que o Inter ganhou de 2004 pra cá:

1 Mundial (2006)

2 Libertadores (2006 e 2010)

1 Copa Sul-Americana (2008)

2 Recopas Sul-Americanas (2007 e 2011)

8 Capeonatos Gaúchos (2004/05, 2008/09, e todos desde 2011)

O ultimo título nacional do Colorado foi a Copa do Brasil, em 1992. De lá pra cá nunca mais venceu nada dentro do país. De 2004 pra cá, as colocações no Brasileiro foram assim:

2004 – 8º

2005 e 2006 – vice

2007 – 11º

2008 – 6º

2009 – vice

2010 – 7º

2011 – 5º

2012 – 10º

2013 – 15º

O inter vem montando grandes times nos ultimos 10 anos. Mas no que se trata de Brasileirão de pontos corridos, o time não consegue engrenar. Na edição 2014, nesse momento está em 2º, sonhando com tropeços do Cruzeiro pra chegar. Mais uma vez parece que vai decepcionar seus torcedores que não conseguem saborear o maior título brasileiro desde 1979, quando venceram de forma invícta, aliás, o único time na história do Brasileirão a ser campeão sem perder nenhum jogo.

Infelizmente não existe uma receita pra vencer campeonatos de pontos corridos. Se existisse o Inter já poderia ter comprado ela porque ganhou todos os outros títulos de expressão que existem!

Grandes craques não faltam, estrutura não falta, salários em dia não faltam, torcida apaixonada não falta. O Inter poderia ser o grande bicho papão brasileiro dos últimos 10 anos, mas curiosamente nunca alcançou esse nível.

Acho que o que faltam duas coisas ao Colorado: a primeira é conseguir exibir dentro de campo o futebol que é esperado do elenco. O Inter já teve grandes nomes no time, mas que dentro de campo não rendiam o esperado. A segunda é conseguir manter o bom futebol durante todo o ano. Em muitos desses anos que citei em cima, o time começava o campeonato lá na frente e enchia seus torcedores de esperança, mas faltou constância pra manter o bom nível.

Eu particularmente torço pra que o Inter se encontre, e consiga ser campeão em breve, e assim acabe com a estigma de cavalo paraguaio, apesar da proximadade com a fronteira.

Aquele abraço,

Fábio Marques

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Hoje começam as oitavas de final da Copa do Brasil. E com isso teremos até o fim do ano, disputas no sistema de playoffs. Vou confessar que sou um fã desse estilo.

Sim, os pontos corridos são mais justos e premiam aquele time que jogou melhor durante todo um ciclo de uma temporada. Os pontos corridos vão ao longo de um ano premiar aquele que se planejou melhor, que se preparou melhor e que errou menos.

Mas veja bem, os pontos corridos não tem a beleza da incerteza. Incerteza essa que pode classificar Américas, Santa Ritas e afins. Jogar no mata-mata coloca pressão em cima de todos os times, independente da divisão.

Mata-mata lota estádios, cria clima de decisão e principalmente dá oportunidade a muitos times que talvez não conseguiriam ter êxito no longo campeonato brasileiro de pontos corridos, de em 8 jogos fazer algo milagroso.

O mata-mata pode redimir times como Vasco, que começou o ano na segundona, ou Flamengo que esteve em ultimo lugar, o Palmeiras que no ano do centenário pode fazer a torcida esquecer o péssimo primeiro semestre.

No fim das contas, o que eu mais gosto mesmo é da emoção. Assisto a campeonatos de mata-mata como a Copa do Mundo, Champions League, Libertadores e a própria Copa do Brasil pelo simples prazer ver times que precisam buscar a vitória. Jogar mais ou menos hoje não vai adiantar. Bater nos times da parte de baixo da tabela e empatar com os de cima não vai dar o título. No mata-mata, como o próprio nome já diz, você precisa matar o outro pra vencer!

Enfim, a Copa do Brasil chegou na sua melhor fase, a fase dos heróis, dos vilões, dos bons e dos maus, da emoção, dos estádio lotados e das classificações improváveis.

Assista, torça, vibre, comemore, mesmo que o seu time seja eliminado. Mata-mata vale a pena!

Aquele abraço,

Fábio Marques

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Dizem por aí que o Flamengo é “incaível”. Já antecipamente peço desculpas pelo coloquialismo da torcida carioca. Coloquei a interrogação no título exatamente pra você que não acredita nessa tese. A verdade é que o time da Gávea nunca foi rebaixado no campeonato brasileiro, mesmo quando o time era sofrível e tudo indicava a primeira vez na série de baixo.

Aliás esse privilégio não é só do rubro negro. São Paulo, Santos, Cruzeiro e Internacional também nunca estiveram na serie B nacional. Mas creio que nenhuma torcida ostenta tanto assim essa frase com erro de português quanto os flamenguistas.

Depois de passar a parada da copa na zona do rebaixamento e algumas rodadas até na lanterna, os rivais começaram a apontar o Flamengo como já rebaixado. O Flamengo contratou Luxemburgo, melhorou e hoje o rubro nego já ocupa a décima primeira posição.

O que mais me espanta nessa situação toda é como o fanático torcedor do Flamengo passa de “esse ano não tem jeito, vamos cair!” para “o Flamengo é incaível!” em pouquíssimas semanas! E ainda tem mais! Os mais apaixonados já começam a olhar a tabela e dizer que se continuar assim dá até pra chegar na Libertadores ou ganhar a Copa do Brasil! O primeiro turno está chegando ao fim e com um time que não sabe ainda sua escalação titular ao certo, o torcedor começa a sonhar alto, totalmente sufocado pela paixão.

De certa forma eu invejo esse otimismo todo. Esse é a mais pura demonstração de amor de uma pessoa pelo seu time. Dizer que o time será campeão quando está entre os primeiros é fácil! A torcida do Flamengo dá show de otimismo porque mesmo sem motivos reais para acreditar, eles acreditam. Não é pra qualquer torcida essa coisa de passar do ultimo para próximo campeão nacional em menos de um mês. Ainda mais com o elenco que o Flamengo tem. Sinceramente acho que a décima primeira posição é lucro pro time rubro negro.

Mas quem aí vai dizer que é impossível? Não pra essa torcida, não pra esse time.

Eles são “incaíveis”!

Aquele abraço

Fábio Marques

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