Natal todo dia

Natal todo dia


pr_samuel

A maior celebração do mundo diz respeito a Jesus. Temos a alegria de saber que a maior festa, a mais bonita, a que une mais famílias, a que traz o amor às vidas e faz com que as pessoas se juntem, essa festa diz respeito a Jesus, é o Natal. Todavia, algumas pessoas sempre apontam defeito no Natal e costumam se referir ao mesmo com expressões negativas e radicais: festa pagã, mercantilista, data errada, Jesus não é criancinha de manjedoura, árvore de Natal é ídolo, luzes coloridas é pecado, Papai Noel não existe etc.
Mas a quem interessa esse tipo de atitude negativa? Por que tanto empenho em se voltar contra este momento tão fraternal e que faz brotar das pessoas os melhores sentimentos? O que leva alguém a desprezar a celebração do nascimento de Jesus?
Temos de abrir os olhos e valorizar aquilo que temos. Não sei quantos já pararam para pensar nessa dimensão do Natal, não somente como a maior festa, mas também como a melhor e mais influenciadora. Quando chega o Natal, é inegável, as pessoas se transformam, amam e respeitam mais, há mais alegria, mais felicidade. Por que principalmente no Natal acontecem coisas muito boas, até mesmo com pessoas que não conhecem a Deus, que não amam a Jesus, que falam mal da Bíblia? Por que esse é um tempo em que há menos registro de violência, menos mortes e crimes, mais harmonia social? Não seria isso também uma gloriosa expressão da graça de Deus?
Alguns líderes e crentes que são contra o Natal arranjam desculpas para falar mal da festa do nascimento de Jesus. Proíbem os festejos natalinos, dizem que devem festejar Tabernáculos, ir para Israel e um monte de outras coisas. Há quem diga que na “sua igreja” só tem morte e ressurreição de Jesus. Mas não é esquisito alguém celebrar a morte e a ressurreição de Jesus, sem, contudo, dar igual valor ao Seu nascimento? Mas como Ele iria morrer se não tivesse nascido? Por que negar a vinda do amor de Deus para nós?
Lemos em 1 João 4.2,3: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo…”
Assim, se nós não marcarmos que Jesus se humanizou e nasceu, deixou Seu trono de glória e veio à Terra, tornou-se homem de carne e osso, sofrendo e morrendo em nosso lugar, então todo o alicerce da nossa fé ruiu. Não tem como construir a mensagem da ressurreição de quem não morreu. E não tem como falar de morte de quem não nasceu e não viveu.
Quer queiram ou não os opositores, o Natal é decerto um testemunho público e notório de que Jesus nasceu neste mundo conturbado, ou seja, que veio em carne, para viver uma vida extraordinária e realizar uma eterna salvação.
Ainda bem que a maior celebração do Universo é exatamente em torno da pessoa de Jesus. Não pretendo defender que tudo seja perfeito, que toda a celebração natalina tenha o aval divino, que não haja excessos, ou mesmo desvios. Mas não vamos jogar fora a criança junto com a água suja depois de banhá-la. Desconsiderar os benefícios do Natal e todos os bons sentimentos e emoções salutares que o mesmo produz nas pessoas e em toda a sociedade, por causa de pequenas diferenças de interpretação, ou por suposto purismo bíblico, ou pela falta de densidade teológica, é semelhante a matar o boi por causa do carrapato.
Devemos considerar que tudo aquilo que diz respeito a Jesus tem a ver conosco, Seus seguidores que o amam e o servem. Devemos, sim, ser felizes, festejar, aproveitar o ensejo em que todos (incluindo os que dizem não crer em Jesus) falam Nele, cantam, dão presentes, ceiam, vão às igrejas, transformando o Natal, o nascimento de Jesus, na maior e mais feliz celebração do mundo. Não conheço nenhuma outra data que produza tão benéficos efeitos em tantas pessoas e comunidades.
Portanto, não é porque existem questões e diferenças de entendimento sobre aspectos do nascimento de Jesus que vamos deixar de comemorar o Seu Natal. Pior seria se, por causa dessas diferenças, esquecêssemos ou deixássemos de comemorá-la. Não deixemos, portanto, que as diferenças em pequenas coisas (que na sua maioria são exatamente isso: pequenas!) nos separem definitivamente da gratidão devida ao Senhor por ter nascido entre nós, ou mesmo de celebrarmos efusivamente tão fenomenal momento. Não deixemos de celebrar o que é certo porque alguns celebram erradamente. Não deixemos de celebrar pelos motivos corretos porque alguns o fazem pelos motivos errados.
Ora, consideremos o seguinte: Se Jesus é esquecido por alguns, está sendo lembrado por milhões. Nossos exemplos de felicidade e apego a Jesus ajudam a despertar os que o esquecem. Vamos, pois, aproveitar e celebrar também de todo o coração e entendimento.
Tenho conclamado a Assembleia de Deus em Belém a que tomemos de certa forma as rédeas das celebrações natalinas na cidade e façamos o melhor que pudermos para transformar o Natal numa festa maior do que ela já é. Tenho dito que não devemos ser omissos a ponto de permitir que o nome de Jesus deixe de merecer a devida atenção de todos.
O nosso plano é encher Belém do canto de Natal, do canto de Jesus, dando sentido e expressão aos mais de três mil grupos corais e coreográficos de nossa igreja, levando-os às ruas para abençoar o povo nas esquinas, nas feiras e praças, em qualquer logradouro público disponível. Vamos encher a cidade com cantatas, encenações, musicais de Natal, louvando e adorando o Rei dos reis, o Senhor Jesus Cristo.
No próximo dia 23 de Dezembro, vamos fazer uma ceia de Natal para as pessoas necessitadas e moradores de rua de uma vez só em 520 lugares diferentes. Assim, em nome do amor, nessa data, ao cair da tarde, fora dos templos, nalgum logradouro público, nossos 520 templos em Belém irão possibilitar uma grande ceia de Natal para 10.000 famílias ou 25 mil pessoas.
Jesus merece o nosso melhor, a melhor festa, o melhor de nós em Sua celebração. Isto porque o Natal de Jesus também é nosso, que nascemos Dele! Por isso, estamos nos preparando para celebrar os 400 anos da cidade de Belém, afirmando: em Belém e na Assembleia de Deus é Natal todo dia.

Samuel Câmara

Pastor da Assembleia de Deus em Belém

E-mail: samuelcamara@boasnovas.tv

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